A
implantação de uma política de responsabilidade social forte e com ações
eficazes foi eleita pelo Sistema Unimed mineiro como uma das prioridades em
2010. Para nortear as ações em responsabilidade social das Unimeds do estado, a
Federação Minas lançou o programa "União Tamanho Família". Trata-se
de uma política que irá utilizar a força da cadeia produtiva do Sistema Unimed
mineiro para formar uma ampla rede social de inclusão e transformação da
sociedade, buscando o desenvolvimento social a partir de ações voltadas para a
família. Conversamos com o Dr. Hugo Campos Borges, diretor de Integração e
Mercado da Federação Minas Gerais e presidente da Unimed Juiz de Fora sobre a
nova política proposta pela Federação.
Por
que a decisão de desenvolver uma nova política de RS?
Quando
a diretoria atual da Federação Minas Gerais assumiu a gestão não havia qualquer
diagnóstico do que vinha sendo feito em relação a responsabilidade social no
estado. Já sabíamos que a maioria das Singulares realizava algum tipo de ação,
mas não sabíamos quais eram essas ações, nem a quantidade e a qualidade delas.
Em 2006, começamos um levantamento nas 62 Singulares e percebemos que havia
algumas coisas que precisavam mudar para tornar os projetos de responsabilidade
social mais consistentes. Foi aí, que decidimos criar uma nova política de
responsabilidade social.
Como
a nova política será implementada nas Unimeds do estado?
Quando
fizemos o levantamento nas Singulares, descobrimos que uma quantidade muito
grande de recursos eram dispensada para desenvolver ações sem que se soubesse
ao certo qual era seu retorno. Não sabíamos, por exemplo, quem eram os agentes receptores
desses projetos. Precisávamos fazer mudanças que deveriam passar
necessariamente pelas Singulares. Os programas em andamento podem e devem
continuar, mas organizados através da Federação, dentro de uma linha de
direcionamento.
Como
começou o Programa “União Tamanho Família”?
Muitos
programas das Singulares tinham como público-alvo a família e decidimos
continuar nesta mesma linha, o que também reforça a posição atual do governo
federal. E na família, o agente receptor é a mulher. Por isso, direcionamos o
programa para estar em sinergia com as políticas sociais, como por
exemplo, o Bolsa Família, potencializando projetos e ações. Daí nasceu o
“União Tamanho Família”.
O
projeto-piloto aconteceu ou está acontecendo com a Unimed Juiz de Fora. Como
foi o processo de implementação da política nesta Unimed?
Eu,
particularmente fiquei muito satisfeito, pois a Unimed Juiz de Fora já tem uma
história de política social antiga. E, em Minas Gerais, foi umas das primeiras
a desenvolver programas de responsabilidade social. A ideia inicial era fazer
um projeto-piloto em uma cidade das seis macro-regiões de Minas Gerais. Todos
os projetos estavam previstos para começar em janeiro ou fevereiro, mas Juiz de
Fora se antecipou e concretizou um programa muito interessante em parceria com
a Secretaria de Assistência Social do município e com o Governo do Estado de
Minas Gerais, que é o Aprendiz Legal. Este programa tem, além das parcerias, a
Unimed como catalisadora, como agente de sinergia. É uma iniciativa que tem
tudo para dar certo, pois estava com o poder público e veio na hora certa para
a incluirmos no escopo da nova política de Responsabilidade Social. Até o
momento, está indo muito bem, são 150 jovens aprendizes que pretendemos inserir
no mercado de trabalho de Juiz de Fora. Estamos muito felizes porque o projeto
está evoluindo muito bem.
Com
o projeto-piloto já foi possível mensurar os resultados que esta nova política
trará?
Imaginamos
que a política proposta pela Federação para o estado obrigatoriamente parte de
parcerias com as cooperativas Unimeds, utilizando seu poder de relacionamento
dentro das comunidades. Começamos com o novo direcionamento com seis Singulares
em cada uma das seis macro-regiões de Minas e, hoje, já estamos com mais quatro
Singulares que mostraram interesse em entrar no projeto-piloto. Esse
cenário mostra que a nova política proposta pela Federação está tendo a
visibilidade que queríamos. Agora temos um projeto que vai na linha da família,
que envolve pessoas de baixa renda, aproveitando o cadastro do Bolsa Família.
Queremos, com o tempo, que Minas tenha uma identidade em relação aos seus
projetos e ações sociais. É isso que estamos buscando. Criar sinergia para que
a ação fique mais fortalecida e tenha maior visibilidade e alcance social.
Entrevista
editada a partir de texto de Thaís Vieira publicado no Portal Unimed.